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IMPORTAÇÕES DE CARVÃO NA CHINA ESTÃO A DIMINUIR

por Mäyjo, em 03.05.15

smog_SAPO

As importações de carvão na China caíram para quase metade nos primeiros três meses do ano, consequência de um abrandamento da economia mas também de normas ambientais mais restritas para tentar diminuir os níveis de poluição que afectam as grandes cidades chinesas.

Os 49,07 milhões de toneladas de carvão que a China importou no primeiro trimestre representam uma diminuição de 42% face aos valores importados no período homólogo de 2014, revelaram recentemente as autoridades chinesas.

A China vai intensificar em 2015 os esforços para reduzir os níveis de poluição atmosférica e também para diminuir a intensidade energética da sua economia, que se segundo os analistas deverá crescer este ano ao ritmo mais lento dos últimos 25 anos, escreve o Guardian.

O relatório anual da comissão nacional de desenvolvimento da China, também divulgado no final do primeiro trimestre, indica que o Governo deverá implementar novas leis para reduzir o consumo de carvão, privilegiando fontes energéticas alternativas – nas quais a China tem investido fortemente nos últimos dois anos -, e apertar o controlo sobre os projectos energéticos intensivos que estão a ser desenvolvidos nas regiões mais poluídas.

Foto:  joris besseling / Creative Commons

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publicado às 15:45

Crise: carvão vai continuar a ser a principal fonte de energia na Polónia

por Mäyjo, em 23.04.14

Crise: carvão vai continuar a ser a principal fonte de energia na Polónia

 

O carvão é o combustível de eleição da Polónia, quer seja para responder à procura energética como para impulsionar a economia. E assim deverá continuar pelas próximas décadas, uma vez que o Governo está a pressionar as companhias eléctricas para que renovem as suas unidades de produção energética.

Desta forma, a Polónia deverá continuar a ser o “enfant terrible” da Europa, no que concerne às emissões de gases com efeitos de estufa. Mas, surpreendentemente, a Polónia aposta no carvão para atender às exigências climáticas impostas pela União Europeia.

A produção de energia através da combustão de carvão, nomeadamente de lenhite e antracite, é uma forma barata de produção de energia e a Polónia tem reservas abundantes. Apesar de ser uma forma barata de produção de energia, as emissões de dióxido de carbono resultantes da combustão do carvão são elevadas.

As políticas ambientais europeias ditaram que a Polónia deve reduzir a emissões de gases com efeito de estufa em 14%, assim como aumentar a produção de energia a partir de fontes energéticas renováveis. Porém, a Polónia acredita que pode cumprir com os requisitos europeus tornando as centrais de combustão de carvão vais verdes e menos poluentes, refere o Financial Times (FT).

Um dos planos do Governo para reduzir a dependência do carvão era a construção de duas centrais nucleares, mas a crise económica fez com que o Governo relegasse para segundo plano a sua construção.

 

Centrais serão substituídas… algumas

Em vez disso, para continuar a responder às exigências energéticas, através de baixos custos de produção, e para continuar a impulsionar a economia, o Governo polaco prevê que as centrais termoeléctricas existentes – metade das existentes tem mais de 30 anos – sejam substituídas nos próximos anos por novas centrais, mais eficientes e menos poluentes, podendo assim responder às exigências europeias para as emissões de gases. Na verdade, se estas novas centrais forem menos poluentes, a Polónia pode reduzir as emissões em cerca de um terço, de acordo com Krzysztof Kilian, antigo presidente executivo da PGE, a maior companhia energética da Polónia, refere o FT.

A PGE tem já em curso a construção de duas novas centrais com capacidade para produzir 900 megawatts nas suas instalações de Opale. O investimento está estimado em €2,21 mil milhões (R$6,84 mil milhões). Inicialmente, a empresa não queria avançar com a construção, mas o Governo pressionou para que o projecto avançasse, argumentando que era essencial para a segurança energética. Segundo a PGE, o projecto pode ser economicamente inviável, devido aos baixos preços da electricidade, que diminuíram 20% nos últimos dois anos. Também o consumo de energia caiu – 0,6% em 2012.

A verdade é que a Polónia terá que requalificar ou construir novas centrais termonucleares para responder à procura energética. Os operadores estimam que em 2016/2017 pode haver falta de energia nos picos de maior procura, porque as centrais que estão a ser desactivadas, devido à idade, não estão a ser substituídas.

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publicado às 21:23

Bancos norte-americanos são os que mais financiam a indústria do carvão

por Mäyjo, em 18.12.13

Bancos norte-americanos são os que mais financiam a indústria do carvão

 

Um conjunto de organizações não-governamentais (ONG) publicou uma lista dos bancos que mais investiram na indústria do carvão nos últimos anos, numa tentativa de denunciar o crescente financiamento de projectos para a exploração da fonte de energia que mais gazes com efeito de estufa produz.

Segundo o relatório “Banking on Coal: Undermining our Climate” – elaborado pelas ONGUrgewaldPolish Green NetworkBanktrack e Bankwatch e que foi divulgado em Varsóvia à margem da Cimeira do Clima da ONU – entre 2005 e 2013, 89 bancos mundiais investiram €117,9 mil milhões na indústria do carvão.

Ainda que o estudo apenas tenha identificado 1.032 transacções bancárias relativas a 89 bancos, o “Banking on Coal” estima que a totalidade das instituições financeiras mundiais tenha financiado esta indústria num total de €164,4 mil milhões.

Cerca de 71% dos €117,9 mil milhões investidos foram assegurados por apenas 20 bancos (maioritariamente americanos, chineses, britânicos, alemães, franceses e suíços). Destes €117,9 mil milhões, €60,1 mil milhões foram concedidos através de empréstimos e €57,8 mil milhões através da emissão de obrigações e acções de empresas ligadas à indústria do carvão.

A lista dos bancos que mais financiam a indústria do carvão é encabeçada por bancos americanos. Se reduzirmos o período de análise do estudo, conclui-se que os bancos americanos são responsáveis por 24% do financiamento desta indústria, seguidos pelos bancos chineses, com 21%, e dos bancos britânicos, com 12%.

Escrutinando os bancos individualmente, o Citibank, do Citigroup, é responsável pela maior fatia do investimento, cerca de €7,29 mil milhões. O segundo é Morgan Stanley, com €7,23 mil milhões, seguido pelo Bank of America Merrill Lynch, com €6,56 mil milhões. Os restantes bancos, listados por ordem decrescente de capital investido são o JP Morgan Chase, Deutsch Bank, Crédit Suisse, Banco Indústrial e Comercial da China, Royal Bank of Scotland, Bnak of China, BNP Paribas, UBS, Barclays, China Construction Bank, HSBC, China Development Bank, Mitsubishi UFJ, Standard Chatered, Crédit Agricole e Goldman Sachs.

Segundo o relatório, em 2012 as contribuições bancárias para a indústria do carvão eram 397% superiores do que em 2005, ano em que o Protocolo de Quioto começou a ser amplamente aplicado.

“É incompreensível ver que menos de duas dezenas de bancos de um punhado de países estão a dirigir-nos para a auto-estrada do inferno no que toca às alterações climáticas. Os grandes bancos já mostraram que podem causar danos na economia real – e agora estamos a ver que também podem estar na eminência de colocar o nosso clima em risco”, afirma a directora da Urgewald, Heffa Shuecking, cita o The Guardian.

Actualmente, o carvão representa quase 30% da energia consumida mundialmente e constitui-se como a primeira fonte de electricidade. Porém, este combustível também representa 43% das emissões de gases com efeito estufa.

Agência Internacional de Energia alertou já que para se cumprir o limite do aumento da temperatura do planeta devido ao aquecimento global, estipulado em dois graus Celsius, cerca de 80% das reservas de carvão vão ter de permanecer no solo.

 

Foto:  tomp77 / Creative Commons


in: Green Savers

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publicado às 23:37


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